Sunday, May 28, 2006

O PIOR PATRÃO DA MINHA VIDA

Odeio o meu patrão com tal força que cada palavra que lhe dirijo o deve atingir com a força de um stileto impregnado de veneno... Deve ser por isso que o estafermo está a inchar que nem um balão de gases fétidos nas últimas semanas. Solta parte deles a todo o momento e eu, sim eu, tenho que gramar com aquele fedor! Ainda não estourou se calhar por os ir soltando... mas eu que aguente?!? Porquê? Se está doente, desista! Assine a merda da carta para o desemprego e dê-me liberdade. Fique em casa a tratar-se. A espertalhona da mulher que o inale e limpe a tampa da retrete que ele mancha cada vez que senta aquele cú gigante e emerdelado na sanita! Ela é que tem o dever de o aturar para o bem e para o mal e essa treta toda, que eu nunca quis para mim. Eu não! E dizem que não tenho paciência? Dois anos + a aturar este nojento, ainda por cima convencido que é especial? Sempre a impingir-me a merda do passado dele... Socorro! Se eu não fosse paciente já lhe tinha apertado aquele pescoço a escamar ou dado uma bela paulada sêca naquele melão atacado pela Alzheimer e alopécia e cheio de crostas... mas eu sou paciente e não ía sujar as minhas mãos nem tocar aquele merdelim nojento e mal-cheiroso... para não falar do hálito...

Espero que seja esta semana que o maldito balão estoure e eu tenha que chamar o 112 para recolher os montes de trampa esapalhados pelo inóspito escritório degradado e consporacdo com as nojices que ele para lá cozinha cheias de gordura... senão vou ter que perguntar ao meu advogado, ao IDICT ou a quem de direito, se há alguma lei que me dispense deste horror de fazer 90 kms por dia para chafurdar na desorganização deste incompetente desmemoriado, à procura de porcaria de cartinhas ridículas que ele mesmo escreve em 'pretoguês' e que enfia no sítio errado depois de emborcar disfarçadamente (pensa ele!) os conteúdos das Glenlivet que tem por baixo da secretária... razão das suas 'migranes' cada vez mais assíduas... Tantas horas encarcerada com um fdp sem nada para fazer, niguém para falar, nem o telefone toca... só fico a encher-me de raiva, de vontade de o desancar... tudo ilegalmente filtrado, todos os meus movimentos controlados, nem no meu telemóvel posso falar... o velho passou-se. Todos já viram, até a mulher... Sempre a falar na quantidade de olhos azuis que há pela zona... fruto, diz ele, das pinocadas deles com as locais... Coitados! Como? Se eles saiem dos bares de gatas? São tão estúpidos que ainda não viram que são o tema da chacota local? Ou fingem que não vêm? Deve ser isto! Falam como se não tivessem reparado que isto não é a África colonial, que os tempos são outros, que eles 'já eram'... já ultrapassaram o prazo de validade...

Este cabresto, em particular, é desprezado pela própria manada, pois todos os amigos o o querem à distância pois tem a mania de que é o maior, o melhor, o mais que tudo em tudo e mesmo os conterrâneos o desprezam. Já estão fartos de o aturar, à sua sovinice e mania de superioridade. Riem-se dele na cara dele e deixam-no falar.

Mas eu tive uma ideia tão boa que já estou a rir, com o tal riso de bruxa, já estou a rir... Ai, mal posso esperar! ... Já saboreio a victória antecipadamente... Quero vê-lo pagar cada promessa que me fez e não cumpriu, cada mentira que disse, cada bisbilhotice, cada aumento que não deu, tudo, tudo, os insultos, os cheiros daquelas comezainas que ele faz transbordar, dos gases que solta sem pudor, das gaitas a tocar, das operas estridentes... Quero ver a cara dele... quero ver... sim, repito, a vingança é um prato que sabe melhor frio, mas eu já estou a rir e ainda vou rir mais... Acho que é a primeira vez que vou a rir para lá... DE MÁ!

A festa vai começar... e a maestrina sou EU!

Monday, April 10, 2006


A vingança é um prato que se come frio


Hoje deparei com esta foto dos meus sobrinhos e, mais uma vez, lambi as beiças de contente...

Quando a minha filha tinha cerca de um ano, a minha irmã mais nova ofereceu-lhe... uma flauta! Ela - a minha filha! - adorou, claro... eu, NÂO! Nessa altura eu estava muito compenetrada e não tinha espaço para NENHUM sentido de humor. Só me ria mesmo se alguém se estatelasse escada abaixo frente ao meu nariz - humor negro... Chegar a casa depois de um dia de imenso trabalho e ainda ter todas as tarefas de casa para fazer e até, trabalhos extra de dactilografia para ganhar uns cobres extra depois do jantar, da cozinha, de ler um conto, etc., etc., etc... som de flauta enquanto me desdobrava para fazer render o serão e o programava mentalmente enquanto punha a mesa, mexia as panelas... isso é que não!

Esperei cerca de 14 anos para deixar esta prenda de Natal aos filhos dela - pena que para o poder fazer, eu tivesse que partir de novo... Ah, quanto eu gostaria de poder ter estado presente a atiçar ferozmente os seus primeiros acordes... Kkkssssss...

Seja como fôr, ainda hoje me dá gozo: eles adoraram e eu vinguei-me! E agora vou fazer um poster e colar na parede do meu escritório para saborear a toda a hora. Valeu!

Friday, March 31, 2006

'Je t'aime. Moi non plus.'

A propósito do que li no Blog da APA, recuei décadas no tempo esta tarde e ri de mim mesma. Não por causa da música 'Bonnie & Clyde', mas pela sucessão de ideias que se seguiram.

Vi o filme com o mesmo nome e adorei. E a música também. Na altura era uma miúda e agora, olhando para trás, posso ver que as sensações que em mim despertou adivinhavam já a 'rabina' que sou agora ou como diz o meu patrão 'You're a fierce woman!'... Eu achei o máximo a Bonnie alinhar com o Clyde nos assaltos! Mulher destemida!

A música na altura não mexeu muito comigo, mexeu mais o 'Je t'aime, moi non plus' do Serge e Jane Birkin - o disco foi proibido mal saiu, mas eu tinha conseguido um que fez as delícias dos convidados da minha festa de anos... Huum, só tinhamos entre os 10 e os 14!!!... Eramos precoces nas Áfricas...

O sucesso foi só por ser 'fruto proíbido', pois o Francês que já dera no liceu não era suficiente para eu (pelo menos!) traduzir '...entre tes rins...' e eu não conseguia perceber o porquê do disco ter sido proibido. Ouvia e voltava a ouvir, em 33 rotações o que era de 45!, até que fui perguntar à minha Avó. Ela disse-me que era por causa dos suspiros da menina e eu comentei: então é feio suspirar?! LOL!

Saturday, March 04, 2006

Time to say Goodbye

Depois da tempestade vem a bonança:
SeaWitch (que nem acreditava nessas coisas!) descobriu que se tinha apaixonado à primeira vista (Help!). É a 3ª vez que a seta do cúpido me acerta na época carnavalesca! 3 foi a conta que Deus fez...

Isto (dos blogs) até é giro, mas não foi ideia minha e eu não sou muito de fazer seja o que fôr que não seja por iniciativa própria... Assim, experimentei, brinquei, mas já me fartei! Besides, gosto mais de escrever à mão, com o costado apoiado, o copo, o cinzeiro, enfim, tudo à mão!

E agora tenho outras prioridades, que não fazem tão mal aos olhos, nem às costas, nem ao túnel cárpico, por isso vim só dizer (using common on board language amongst crew members):

Ciao, Bellos! Smooth sailings! Time to love u + leave u now,
SeaWitch, me, la vache qui rit! xxxx

Tuesday, February 28, 2006

Carnaval

Na minha vida já contam muitos carnavais. Não sei porquê, mas nunca gostei muito de me mascarar, nem achei piada nenhuma aos estalinhos, bombinhas, farinhas, ovos, etc... Mas estou a mudar com a idade.


Lembro-me de, em criança, me terem forçado a mascarar, quase sempre de chinesa, porque 'tinha os olhos em bico', outra vez de varina... uma seca! Mais tarde, aos 14, mascarei-me de russa para ir a uma festa numa casa de praia, que prometia... Traída pela bochechas, que saiam por baixo da mascarilha, a excitação transformou-se em frustração mal ultrapassei o portão e fui directa a um quarto mudar de roupa. Nesse dia decidi nunca mais me mascarar!

Há uns 10 anos atrás, resolvi mudar de ideias e aparecer na festa de carnaval da tripulação vestida de bruxa má... moderna! O meu assitente deu-me um chapéu mexicano e a vassoura, da galley veio a cesta de maçãs, enfiei as collants pretas e o mini vestido preto, enchi-me de coragem e, pensando 'é carnaval, ninguém leva a mal', montei na vassoura e aterrei no rope deck!... Já lá se encontravam pelo menos 300 dos meus 450 colegas... o DJ anunciou a minha entrada e 600 olhos pousaram em mim. Que pena a vassoura teimar em não voar... daqueles olhos todos só UM, sim, UM estava também mascarado... de pirata, tapadinho com a venda da praxe, mas o outro também pousado em mim. Mais uma vez, assim que pude dei meia volta, mudei de roupa e tornei a dizer: nunca mais!

O ano passado fiz parte de um corso carnavalesco e andei a sambar até mal poder andar, duas tardes, atrás do carro alegórico, vestida de palhaço...

Este ano até tive muitos convites para a paródia, mas não tive disposição até ontem.

No entanto, preparo-me para sair à rua toda de preto, os olhos não páram de chorar sem controlo desde ontem à noite. Nunca pensei que a morte do meu sogro fosse mexer comigo desta maneira. Acho que só agora percebi que se ele me 'picou' toda a vida foi porque gostava muito de mim e não o contrário. Como pude ser tão estúpida?!

Não devia ser permitido a um Folião morrer no Carnaval!

O fato de Nora já leva outra. Que fato sobra para mim? O de Mãe da Neta? O de Bruxa Má? O de Carpideira? Seja o que fôr vou de luto...
"Vou? Devo ir? Se fôr, vou ser capaz de tanta emoção? Serão os olhares de acusação? Se não fôr, compreenderão?

Seja como fôr, tenho que tomar uma decisão. Como muito bem dizia alguém 'na hora da verdade, estamos sempre sózinhos...'


Este é o Carnaval mais triste da minha vida!

Sunday, February 26, 2006

'2+2=4' vs. 'quem tem 1, não tem nenhum'

Tão certo como 2+2 ser igual a 4,
é estar cada vez mais próximo o dia em k,
completamente esclerosada, direi: 'Filha? Que filha?'

Começo a acreditar k o povo tem razão kd diz
'quem tem um, não tem nenhum'.

Thursday, February 23, 2006

Chuva

Odeio a chuva fria!
Odeio a humidade fria!
Odeio a humidade quente!
Nunca me hei-de habituar a isto.
NÃO QUERO habituar-me a isto!

Que saudades tenho de andar à chuva morna da minha terra...

Ou do frio seco do Alasca e da Patagónia...

Tudo menos ISTO!

Nunca me hei-de habituar a isto.
NÃO QUERO habituar-me a isto!